Que extraordinária analogia há entre as galáxias
que se afastam umas das outras e a crescente solidão e distância dos seres humanos, entre si, pela interposição
do excesso de máquinas e tecnologia?
Portugal universal; não o efémero que nos amarra como única realidade nos cárceres escuros onde mataram o Sonho. Poemas e textos, alguns publicados em livros e revistas impressos, outros em blogues e os dados a conhecer aqui, para o domínio público, seguindo o rumo da Criação: a obra nunca está definitivamente acabada.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
POEMA ÍNTIMO REVELADO
Sabes o que
me apetecia, meu amor?
Que não
houvesseQuase nada no mundo.
Que não houvesse o luar da noite
Para que o buscássemos
No intervalo mínimo das horas
Quando respiramos para viver.
Que nos faltasse a comida
E que ao fim de três dias
- Lábios em riste
E dedos de certeza –
Procurássemos o amor
Como forma de sobrevivência
A única semente.
Porque desta maneira
Seríamos eternos
Ou morreríamos para sempre.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
domingo, 18 de janeiro de 2015
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
A DIFICIL VISÃO
Alguns eram apenas eles
e muitos quiserem ser além
do que o próprio destino talha.
Não era tanto pela mão na mão
que mata noutros campos
onde se pensa que não há ninguém…
Mas todo o mundo subiu um degrau
para abrir a janela única da inclusão.
Eduardo Aroso
©
11-1-2015
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
AS CIDADES E
A VIA
A Edmundo
Teixeira, in memoriam
Irmãs desencontradas, não conheceis
A verdade da vossa natureza
Na luta que há tanto se mantém?
Pois não ouvis a voz do Alto
Que mostra Reino de maior grandeza?!
Em ti,
Babilónia, se ergue a perdição
Nos degraus
que subimos de egoísmo Quisemos a torre funesta da confusão
Crescendo de caos e materialismo.
E vós,
Jerusalém, ruas ainda desertas,
Futuras searas
e vinhas do Senhor.Quando se levantam almas despertas
Nas madrugadas voluntárias do amor?!
Eduardo
Aroso ©
Natal de
2014segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
A CHAMA E A
DISTÂNCIA
Dava-te o fogo
mais fogo
E só poderia ser
O que em mim acendeste.
Em labaredas vivas
Eu percorria
O longe que se fez inevitável.
Na planura do deserto e no íngreme da montanha
A minha ânsia seria um corcel alado.
Tudo
Para estares comigo
À fogueira neste dia.
Eduardo Aroso ©
22-12-2014
E só poderia ser
O que em mim acendeste.
Em labaredas vivas
Eu percorria
O longe que se fez inevitável.
Na planura do deserto e no íngreme da montanha
A minha ânsia seria um corcel alado.
Tudo
Para estares comigo
À fogueira neste dia.
22-12-2014
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