Eduardo Aroso
Portugal universal; não o efémero que nos amarra como única realidade nos cárceres escuros onde mataram o Sonho. Poemas e textos, alguns publicados em livros e revistas impressos, outros em blogues e os dados a conhecer aqui, para o domínio público, seguindo o rumo da Criação: a obra nunca está definitivamente acabada.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
domingo, 10 de novembro de 2013
sábado, 9 de novembro de 2013
A DISTÂNCIA, O TEMPO E A «VERDADE DO AMOR» DE SOLOVIEV
Mas a busca para vencer o tempo continua,
porque, em boa verdade, já há muito sabemos que existe um tempo objectivo
(Cronos) e um tempo subjectivo (que pode ser atribuído a Urano). É bem
conhecida a imagem clássica da sensação de tempo tão diferente que decorre
quando dois namorados passeiam agradavelmente ou a de um condenado numa prisão.
O domínio do tempo – inquestionavelmente uma ambição máxima do homem – parece estar
relacionado com o mergulho num ponto central, de onde tudo emana, na imagem da
circunferência com o ponto. O Tao diz-nos algo sobre isso bem como a filosofia
rosacruz (dada por Max Heindel) que na sua Cosmogonia refere que (ao contrário
de um “light new age”) os mundos não são
paralelos, mas concêntricos. Neles a sensação de tempo depende da vibração
desses mundos: quanto mais denso (o caso do nosso mundo físico) mais sensação
de tempo.
É claro que não se trata do sentimento da
grosseira expressão “fazer amor”, que tomou conta de nós numa das maiores
ilusões do relacionamento entre pessoas. ©
sábado, 19 de outubro de 2013
VINICIUS ENTRE NÓS
Tropical,
Dizias
E cantavas.
O sol adormecias
E a lua acordavas.
No cristal do copo
Vinho sincopado.
No café com pausas
Via-se a mulher
Soneto aromático.
Dissonante tropical
O acorde-acordo
Modulando saudade
Brasil e Portugal.
Eduardo Aroso
19-10-2013
(Centenário do poeta-compositor)
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
O
SER E O PODER - RESCALDO DE UMAS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS
(OU
A ENTREGA DE TESTEMUNHO PERANTE AS CAMADAS DO TEMPO) ©
Assim,
de que modo este «nada que é tudo», como acentuou Pessoa, se poderá fazer um
Portugal mais presente numa Europa tão ausente? Muito a propósito destas
eleições, é acutilante o que escreveu Adriano Moreira no DN já em 17 de
Setembro: «Grande parte das alienações que
se vulgarizam tocam nas raízes das comunidades e, portanto, na sua identidade.
Nas crises brutais por que Portugal passou nestes já longos séculos, foi a segurança
da identidade da sociedade civil que permitiu reconstruir um novo futuro».
O sonho nunca foi inatingível, mas é certo que tem
sido método seguro construir do perto para o longe, caminhar do conhecido para
o desconhecido, e, por isso mesmo, a vera cultura política em Portugal deve
começar por estudar a nossa longa e rica tradição municipalista (termo que se
deve sobrepor a autarquia). E é da responsabilidade dos municípios, juntas de
freguesia, escolas e outras instituições, essa tarefa tão bem colocada há já
algumas décadas pelo filósofo Afonso Botelho na sua obra ímpar «Origem e
Actualidade do Civismo».
O que temos vindo a assistir nas últimas décadas,
nas relações dos governantes com o povo, são posturas visceralmente
antiportuguesas e contra a natureza (o mesmo é dizer contra todos os seres) de
indivíduos de uma cultura híbrida mal enxertada (quando mesmo sem enxerto
nenhum), de projectos que trazem carimbos de Bruxelas; de gente que gosta de
tapar relva com alcatrão; posturas e modos de agir (salvo as excepções que
felizmente não são tão poucas!) que têm laivos faraónicos, quando, a todo o
custo, se quer deixar o nome, a data e mais não sei o quê, nas pirâmides de
cimento de cada localidade (só ali não fica mausoléu por impossiblidade). Ou
quando o espírito iletrado, degeneradamente burguês, confunde um vitral com os
azulejos de uma casa de banho.
Seja qual for o poder, de uma pequena comunidade ou
mais centralizado, seja o de um mandato local de uns poucos anos, ou o de
períodos históricos dilatados, ou corrigimos os vícios (de casa pequena de quando
o império era grande) e agimos em consonância entre a epiderme de fazer
transpirar e o anímico do «tudo vale a pena», ou a alternância de poder é
sempre a mesma fotocópia mais ou menos desbotada.
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