sábado, 20 de maio de 2017

«NO PRINCÍPIO ERA A PALAVRA»

No princípio era o Arquétipo
E o Arquétipo era Deus muito acima
De perfeito ou imperfeito
De bem e de mal.
Era Deus Incriado
No paradoxo divino de criar
E recriar.
Por ele é que tudo começou
E por isso Tudo É.
Tudo começou a existir
Como uma estrela que brilha
Onde o céu era escuro,
Como os frutos infinitos
Que escorregam da árvore da vida
Dádivas de luz solar,
Ou os ventos que são a respiração de Deus,
Também os mundos moléculas de ensaios
Do Arquétipo
Que brilha sobre os tempos transitórios
Milénios que se apagam da memória sensível do Homem.
Nem a morte vence o Arquétipo Maior
Como um barco em naufrágio sempre com salvação
É que no fundo mergulho do amor
A morte grita e ao mesmo tempo tem a sua redenção.

Eduardo Aroso©
20-5-2017


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